Campanha Nacional de Saneamento do Meio PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por jornal opais   
Sexta, 11 Abril 2008 12:45
Uma iniciativa do Governo de Moçambique visando melhorar as condições de higiene individual e colectiva e as condições de saneamento do meio no país foi lançada no dia 1 de Março, simultaneamente em todas as províncias do país, antecedido de uma exortação à Nação pelo Presidente da República, no dia 29 de Fevereiro.

A cerimónia central, liderada pela Primeira Ministra, teve lugar na Província do Niassa.

A Campanha Nacional de Saneamento do Meio e da Promoção de Higiene tem como objectivo contribuir para a mudança do comportamento dos cidadãos relativo a quatro simples hábitos de higiene: uso correcto da latrina, lavagem das mãos com água limpa e sabão, consumo de água limpa e tratada e deposição adequada do lixo.

Nos últimos anos Moçambique tem sofrido uma enorme degradação do meio ambiente, particularmente nas áreas urbanas, motivada por um rápido e crescente número de pessoas que vivem nas cidades de forma desorganizada. As pessoas ocupam espaços inapropriados para a construção das suas habitações, contribuindo desta forma para a degradação dos sistemas de saneamento, para um inadequado fornecimento de água potável e para uma deficiente gestão do lixo.

A reversão da situação actual do saneamento do meio constitui um grande desafio. O seu sucesso passa pela adopção de abordagens que promovam a mudança de comportamentos e que tomem em consideração os aspectos sócio-culturais e económicos das comunidades.

Esta campanha coincide com o estabelecimento do ano 2008 como o Ano Internacional do Saneamento e constitui parte do cometimento do Governo de Moçambique em enfatizar a necessidade de acção urgente para acelerar o progresso em relação ao Objectivo de Desenvolvimento do Milénio de reduzir para metade, até 2015, a proporção das pessoas vivendo sem acesso à saneamento adequado.

O envolvimento e a participação de todos os cidadãos na implementação de acções concretas de promoção de higiene e saneamento é fundamental para a redução da mortalidade e morbilidade, e consequentemente para a melhoria da qualidade de vida do povo.

O Governo apela a participação nesta campanha de toda a sociedade, incluindo o sector público e privado, as ONGs, associações baseadas na comunidade, líderes políticos, religiosos e estudantes.

A comunidade escolar em todos os pontos do país terá um importante papel na disseminação das boas práticas de higiene e saneamento, para que esta campanha traga mudanças positivas não só no ambiente escolar, mas também nas comunidades em geral.

Expandir o saneamento em Moçambique

Em Moçambique, o deficiente saneamento do meio, as condições precárias de higiene e o acesso limitado à água em quantidade e qualidade são os principais determinantes para o aparecimento de doenças como diarreias, cólera, parasitoses intestinais e vesicais, a malária e as doenças da pele, que muitas vidas têm custado à população do País, principalmente de mulheres grávidas e crianças menores de cinco anos de idade.

Simples mudanças de comportamento em relação ao saneamento do meio e higiene pessoal e colectiva têm um grande impacto na saúde e bem estar da população.

Apesar de se ter feito um progresso considerável ao longo dos últimos anos, o saneamento continua a ser uma das áreas mais subdesenvolvidas de Moçambique.

Cerca de 45 por cento da população têm acesso ao saneamento adequado. Calcula-se que a cobertura nacional do saneamento seja de 39 por cento nas zonas rurais e 47 por cento nas zonas urbanas. Os ODM para o saneamento rural é atingir-se 50 por cento servindo 8.4 milhões de pessoas e para as zonas urbanas é de 80 por cento servindo 6.1 milhões.
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